O gado Nelore no Brasil

O gado Nelore no Brasil

Origem da raça no Brasil

Atualmente, a raça do gado Nelore no Brasil constitui 80% do rebanho total nacional, devido à sua capacidade de se adaptar ao ambiente e o rápido ganho de peso.
O nelore é uma raça de origem do boi Ongole da Índia, país que não consome carne bovina por questões religiosas, mas criavam o animal com a finalidade de transporte e produção de leite, mil anos antes de Cristo.
Dados históricos indicam que a primeira aparição do Ongole no Brasil tenha ocorrido em 1868 através de um navio, destinado à Inglaterra, que ancorou em Salvador com um casal da raça a bordo e comercializaram os animais em terras brasileiras.
Pouco tempo depois, mais animais da raça começaram a ser importados diretamente da Índia para o Rio de janeiro, e foi se expandindo aos poucos para São Paulo e Minas Gerais, e o cruzamento entre os animais foram dando origem a nova raça. Em 1938, o Nelore começou a ter suas características raciais definidas no Registro Genealógico. Hoje o Nelore brasileiro é considerado patrimônio nacional e a sua carne é exportada para mais de 146 países, devido a sua alta qualidade.

Principais características

O Nelore possuí resistência ao calor devido à sua grande quantidade de glândulas sudoríparas e extensa superfície corporal. As características de sua pelagem também contribuem com o processo de troca de calor com o ambiente. Vale acrescentar também que, seu trato digestivo é 10% menor em relação às raças de origem europeia, resultando em um metabolismo mais baixo que gera menor quantidade de calor. Ambos, machos e as fêmeas, apresentam alta longevidade reprodutiva.

Além disso, outras características que o torna a principal raça brasileira é a sua capacidade de aproveitar alimentos grosseiros, de fibras com baixa qualidade, e sua resistência natural a parasitas, devido às características de seus pelos, que funcionam como mecanismo de defesa natural impedindo ou dificultando a penetração de pequenos insetos na sua pele ou de se fixarem em sua superfície. Apesar de apresentarem a pelagem branca, sua pele é escura, fina e resistente, que dificulta a ação de insetos sugadores, e também produzem secreção oleosa repelente.

  • Pelagem: Pelo curto, fino e sedoso, coloração branca ou cinza-clara, possibilidade de diferentes tonalidades em algumas partes do corpo, como, a prateada e nuvem, manchas de coloração escura ao redor dos olhos, nos joelhos, nos boletos e nas quartelas. Pele escura e pigmentada. Vassoura da cauda preta.
  • Cabeça: A cabeça com largura e comprimento médios. A fronte possui um sinal característico com o nome de “goteira”, sendo mais acentuada nos machos. Chifres de forma cônica, curtos, escuros, grossos na base e estreitos na ponta, dirigem-se para fora, para trás e para cima. Na variedade mocha (Nelore mocho) há ausência completa de chifres. Olhos são pretos, orelhas curtas, móveis, em forma de concha e a face interna voltada para frente. A superfície nasal é preta e larga, com narinas dilatadas.
  • Pescoço: Grosso, curto, musculoso nos machos e afinado nas fêmeas. Barbela bem desenvolvida, normalmente até o umbigo.
  • Corpo: Tronco cilíndrico, profundo e musculoso. Longas costelas, bem arqueadas, compridas e bem revestidas de músculos, que são bem aparentes por todo corpo. Cupim firme e desenvolvido, menor nas fêmeas. Inserção da cauda curta e fina. Membros anteriores com extremidades curtas, separadas, aprumadas e finas. Membros posteriores com grande volume muscular, principalmente nas coxas e nádegas. Cascos pretos ou escuros e lisos.
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Matheus Pinheiro

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